Trabalhadores da Santa Casa exigem aumentos em abaixo-assinado
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"Nós vimos entregar o abaixo-assinado à Misericórdia a exigir o aumento salarial dos trabalhadores com contrato individual de trabalho, que não têm aumento desde 2009", disse à agência Lusa o dirigente sindical Alcides Teles, momentos antes de fazer a entrega do documento, subscrito por 798 trabalhadores, à diretora de recursos humanos da SCML.
No abaixo-assinado, a que a Lusa teve acesso, é exigido, "como atualização mínima, um aumento de 3,7% para todos os trabalhadores com garantia de um mínimo de 50 euros por trabalhador".
"Verificamos que ano após ano os lucros da Misericórdia vão aumentando. Não sabemos para onde o dinheiro vai, mas sabemos que para os trabalhadores, que são parte ativa na construção desse lucro, não é de certeza. Seis anos de congelamento é demais, e é altura de alguma parte desse lucro ser repartido", afirmou Alcides Teles.
Além disso, os trabalhadores exigem o descongelamento das mudanças de nível e progressão na carreira, "que fazem parte do Acordo de Empresa e que é normal acontecerem neste serviço".
"Estranhamente, também estão congeladas desde essa altura [2009]", referiu o dirigente sindical.
Os trabalhadores consideram que a SCML "está a fazer algum paralelismo com a Função Pública, quando não faz sentido nenhum, porque diz ser uma entidade privada que não tem nada que ver com a Função Pública".
"A Misericórdia como empregadora privada que diz ser, exclusivamente, não pode estar sujeita a regras que não lhe dizem respeito. E se não lhe dizem respeito, deve aumentar os trabalhadores. Se não tem nada que ver com a Função Pública, se é entidade privada, então aos trabalhadores com vínculo privado que tem que lhes aplique as regras do Acordo de Empresa que assinou", afirmou.
A Lusa contactou a SCML, mas até ao momento não obteve esclarecimentos a este assunto.
Lusa

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